Mantendo a temática geográfica que esse blog tomou nessa copa, podemos dizer que chegamos à nossa versão das terras altas do torneio até aqui.
Dizem que as Highlands escocesas são belas justamente porque são hostis. Penhasco, vento, subida que não termina, aquela sensação de que o terreno foi desenhado pra te cansar antes de chegar lá em cima.
| fonte: Rebecca Blackwell / AP Foto |
Dá até pra dizer que tivemos um time irreconhecível, a comparando ao que vimos nos últimos 12 meses, mas totalmente plausível se considerarmos os últimos 70 anos.
Claramente uma atitude extremamente decidida. Teve volume de jogo, dominou a partida sem contestações. Não dá pra dizer que a Escócia foi uma ameaça em momento nenhum.
De novo, um Vini Jr. incisivo, que chamou a responsabilidade, que decidiu. Ele foi o responsável por chegarmos a esse topo, a essa terra alta até aqui. Dois gols no primeiro tempo.O primeiro, logo no começo, após pressão de Rayan, (a novidade do dia no lugar do machucado Raphinha), na saída de bola dentro da área. A bola sobra pra quem estava no lugar certo e sabia exatamente o que fazer com isso. Depois, mais uma pressão do próprio Vini, que rouba e marca, mas o VAR anula. E não sabemos até agora por quê, já que o áudio da explicação do juiz não funcionou.
O segundo de verdade, no apagar das luzes da primeira etapa. De novo pressão e desarme em cima do zagueiro escocês, cruzamento de Bruno Guimarães para cabeçada de Vini Jr. dentro da pequena área. Ótimo primeiro tempo do Brasil. Fantástico de Vinicius Jr.
| fonte: @FifaWorldCup |
Resultado feito, espaço pra testar.
Aos 30 do segundo tempo, Ancelotti sucumbe ao clamor popular e coloca Neymar em campo. Vinte minutos a jogar, partida já resolvida, camisa 10 em campo pela quarta Copa do Mundo, recuperado de lesão, ainda encontrando o ritmo. Não precisa provar nada. Ou precisa? Talvez só estar ali já diga alguma coisa. Fato é que ele existe.E depois de Neymar, Endrick. Infelizmente não fez grande coisa, e não tinha como fazer grande coisa. Mas estava lá. Na Copa do Mundo. Aos dezenove anos. Isso vai ser importante mais adiante, eu tenho certeza.
O Brasil chegou ao topo das Highlands sem precisar de drama. Às vezes a subida não é tão íngreme quanto parecia lá de baixo.
Segunda-feira, Houston. Que venha o Japão. A escalada continua.
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