sábado, 10 de dezembro de 2022

Dia #20 - Um contra-ataque faltando 4 minutos...

Foi frustrante. Mas eu tenho que confessar que eu nunca confiei que esse time ganhasse na disputa de pênaltis. Ele tem ótimas qualidades, considero o melhor time do Brasil desde o penta. Mas ele não me inspirava frieza necessária pra esse momento. E deu no que deu.

Photo: Jewel Samad/AFP

No campo, o jogo foi do jeito que se esperava. A Croácia muito forte taticamente, muito forte fisicamente, e sem poder ofensivo. Um Modric em todos os cantos do campo. Esse infográfico mostra a presença impressionante do atleta de 37 anos. E aqui faço questão de chamá-lo de atleta.
Fonte: Lance! 


O Brasil entrou nervoso, mas logo conseguiu propor seu jogo conforme os jogos anteriores. Posse de bola, bola circulando na cabeça de área, tentativa de entradas pelos lados principalmente com Vini jr. Primeira chance de chute a gol só aos 20'. Mas efetivamente o Brasil perdeu a guerra de meio de campo nesse tempo.

Início de segundo tempo, sem mudanças de peças, com mudança de atitude. Boas chances criadas nos primeiros 10 minutos. Uma muito clara do Paquetá começou a consagrar o goleiro croata. Tite troca as duas pontas, saem Vini e Raphinha, entram Rodrygo e Antony . Pressão brasileira aumenta, Croácia inexistente do meio pra frente, goleiro deles continua se consagrando.
Fim de tempo normal, prorrogação.

Na prorrogação o roteiro se mantém. Porém começas a aparecer lampejos de contra ataque croata, com um tal de Bruno Petkovic que tinha entrado. Numa tentativa no primeiro tempo extra, finalização muito errada. Até aqui, não citei a defesa brasileira. E ela estava impecável, como em todos os outros jogos do time titular. Thiago, Marquinhos, Casemiro muito seguros. Eder Militão numa ótima partida, defendendo e também apoiando. Teve chances claríssimas de gol no segundo tempo.

No fim do primeiro tempo da prorrogação, numa jogada trabalhada pelo meio, Rodrygo encontra Neymar que põe no fundo da rede da única forma possível nesse dia: driblando até o goleiro.

Photo: Jewel Sawad /AFP

Neymar também não tinha sido citado até aqui. Ele estava bem na partida, chamando responsabilidade, dando passes decisivos e finalizando. Mas precisávamos de um lampejo de individualidade pra ser diferentes, pra desamarrar o nó. E ele conseguiu, no minuto derradeiro da primeira parte da prorrogação.

Voltando para os últimos 15 minutos, era ficar atrás da bola dando chutão que as semis chegariam. Tite tirou um bom Eder Militão e colocou Alex Sandro, trazendo Danilo pra direita. Até tentou-se criar chances para o 2 x 0. Mas numa dessa incursões ao ataque, FALTANDO 4 MINUTOS, o time perde a bola, a Croácia sai na correria (nas costas do Danilo), pega um time completamente desorganizado atrás, e o tal Bruno Petkovic recebe completamente livre na entrada da área, chuta com veemência e a bola desvia em Marquinhos pra tirar Alisson do lance.

Apesar do abalo moral, o Brasil ainda tem um chance clara aos 120 + 1', mais uma vez defendido pelo goleiro Livakovic, que a essa altura já merece ter o nome citado.

Aí, chegamos nos pênaltis. Pra quem não me conhece pessoalmente (hoje poucos leitores desse blog), em 86 eu era vivo mas não tinha idade pra lembrar da disputa de penaltis contra a França. Então até hoje, eu só tenho lembranças desse tipo de disputa, e bem vivas: a final de 94 contra Italia, a semifinal de 98 contra Holanda, todas vendo Taffarel fazer milagres na minha TV.

Dessa vez, porém, não tinha tanta segurança de que teria outra felicidade. E logo no começo Rodrygo deixa pesar o momento e já perde, defendido por Livakovic. Casemiro faz, Pedro também. Mas a Croácia é bem eficiente, não erra nenhum dos 4 primeiros, Alisson não esboça capacidade de pegar nada. Chegamos no quarto pênalti, quem vai pra bola é o Marquinhos, que bate na trave. Ele que fazia uma Copa impecável até os dois eventos de hoje. E  que podemos dizer que por uns 100 minutos hoje também fez um bom jogo. Mas como diria Muricy Ramalho, a bola pune.

Detalhe: Neymar, que vinha de uma copa de superação, sem nenhum motivo para críticas, não bateu pênalti. E agora merece ser criticado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Dia #16 - Deixando as oitavas registradas

 As quartas já vão começar.

Passando aqui pra deixar registrado que as oitavas foram fantásticas. Harry Kane desabrochou, Mbappe foi o de sempre, Gonçalo Ramos deixou CR7 no banco pra fazer um Hat trick. Japão e Espanha precisam aprender a bater penalti. Messi foi Messi, Van Gaal foi Van Gaal. Grandes jogos, uma boa “zebra” marroquina, mas que não surpreendeu ninguém. 

Um Brasil, dessa vez titular, que encantou. Resolveu na melhor forma da cartilha de escolinha, tudo no primeiro tempo. Neymar fez a diferença. Jogo coletivo funcionou. A defesa e o Casemiro continuam dominantes.

Acompanhando a repercussão em site globais, teve um que chamou a atenção. Foi no “lance a lance” do The Guardian. A descrição que fizeram do gol do Richarlison foi muito legal, e resume bem o jogo:


"What a team goal!" Torcendo para que nessas quartas-de-final esse futebol coletivo aflore novamente.

Serão jogos dignos de copa do mundo. França x Inglaterra, Argentina x Holanda, só clássico. Portugal contra a sensação Marrocos. E Brasil x Croácia.


(Pessoalmente a semana foi um pouco tensa, então hoje o relato vai ser breve. Espero voltar melhor para os próximos 8 jogos dessa copa)

domingo, 4 de dezembro de 2022

Dia #14 - uma pausa pra analisar os melhores até aqui

 Eu sei, as oitavas já estão rolando. Messi já brilhou mais um pouquinho, e a Holanda mais uma vez mostrou uma disciplina tática invejável. 


Mas passados 14 dias, já se foram metade do tempo cronológico e três quartos dos jogos. Quero fazer uma pausa pra falar sobre os melhores da fase de grupos. 


Como uma boa copa do mundo temos surpresas únicas. O goleiro da Polônia Szczesny (não sei pronunciar nem escrever, pra colocar aqui foi na base do copy&paste) é indiscutivelmente o melhor da posição, pegando dois pênaltis (um do Messi), sendo decisivo na caminhada de seu time até aqui.


Temos muitos outros destaques interessantes em cada posição. Li diversas análises que lista a seleção até o momento, e o número de diferentes jogadores citados chama atenção. 

Existem sim as unanimidades: além do arqueiro polonês, na defesa a surpresa marroquina personificada no lateral Hakimi. No meio, Casemiro é figura carimbada, acompanhado do decisivo português Bruno Fernandes. Na frente Gapko na figura do goleador, e mais uma vez Mbappe, o menino estrela que gosta muito de copas de mundo.



Nas outras posições, muita dispersão de opiniões. Eu aqui coloco minhas preferências: na esquerda, o melhor lateral do mundo, Theo Hernandez. 
Na defesa, o croata Gvardiol e o senegalês Koulibaly
No meio eu coloco Messi como armador. Na frente, um ótimo Marcus Rashford

Deixo aqui algumas análises que li por aí:

E o melhor da copa até aqui? Eu voto de novo no goleiro polonês. Ele foi decisivo em três jogos. Logo atrás ponho Mbappe e o português Bruno Fernandes. 

Deixo aqui algumas das análises que vi por aí: