quinta-feira, 11 de junho de 2026

De volta

 Quatro anos se passaram. Na verdade, três e meio pra ser mais preciso.

Mais uma Copa do Mundo chegou. Dessa vez, a maior de todas (até hoje): 3 países-sede, 48 seleções, 104 jogos, 39 dias. 

E com esse tamanho todo uma promessa implícita: vai ter jogo aleatório, vai ter surpresa, vai ter polêmica. Muito de tudo. Eu volto aqui pra ser mais uma voz nesse barulhão, sem compromisso de imparcialidade e sem vergonha de ter opinião.

Mas antes de falar de futebol, essa Copa já tem história.

Pela primeira vez, um país oficialmente em guerra está entre os organizadores. E pra não deixar a situação simples demais, o país adversário dessa guerra vai jogar na mesma Copa. A Copa do Mundo sempre foi o lugar onde poder e influência tentavam se reproduzir dentro das quatro linhas. Desta vez parece que isso vai extrapolar o campo, literalmente.

O Irã vai jogar nos Estados Unidos e dormir no México todo dia, por questões de segurança. Um árbitro somali teve entrada negada no país-sede mesmo portando passaporte diplomático. Gente da imprensa brasileira já encarou problemas na imigração. Já temos uma gama de assuntos bem ampla, sem depender de uma bola redonda.

foto: Fifa

Pro Brasil, a Copa sempre tem um mística. Já foi bem maior, é verdade, mas ainda tem. É o momento da existência onde todo brasileiro tem um opinião, todo brasileiro tem certeza que faria melhor, e jura de pé junto que é super racional e preciso em suas decisões. Mas dessa vez, as decisões não estarão a cargo de um Brasileiro. Vamos ter que confiar num italiano. Sim, alguém da Italia, país que não via pra copa desde 2014. 

Eu particularmente sou fã de Carlo Ancelotti. to com fé que ele vai fazer um bom trabalho. Mas ele já tem "garantido" contrato nessa copa e na próxima, então não to ainda a ponto de cravar se o bom trabalho virá já nesse mês. 

Já começou com uma bela polêmica envolvendo um jogador que divide opiniões. Ancelotti não tinha chamado Neymar desde que chegou. Foram meses de especulação, dados de GPS vazados, declarações do próprio jogador dizendo que a exclusão era técnica e não física. No fim, o técnico italiano decidiu convocá-lo. 

foto: Divulgação/CBF

A torcida que queria o Neymar, a que não queria e a que já tinha desistido de ter opinião sobre o assunto ficaram igualmente confusas com a convocação. Ancelotti disse que pode usá-lo um minuto, cinco, noventa ou nos pênaltis. Ou seja: não sabe. Ou sabe e não conta. De qualquer forma, o Menino Ney está lá.

Bem gente, O compromisso aqui é o mesmo de sempre: falar de tudo que der, sem a pretensão de falar de tudo, sem compromisso de escrever todos dia, mas tentando sempre.

Obrigado a quem esteve aqui nos últimos dezesseis anos, e bem-vindo a quem chega agora. 

Boa Copa a todos.

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